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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Bolão conquista cada vez mais espaço
                                                       


Por Jaqueline Galvão

Bolão é uma modalidade que pode ser jogada por qualquer pessoa. Nos Jogos Abertos do Paraná o bolão foi disputado em duas divisões, A e B, nas categorias femininas e masculinas, com até 12 competidores, 8 titulares e 4 reservas. Na Divisão B foram 8 equipes divididas em 2 grupos de 4. Na Divisão A, 6 equipes com grupo único. Em 4 pistas, cada jogador joga 5 bolas, totalizando 20 jogadas. O número máximo de pontos a ser atingidos é 180 com até 9 pinos por jogada. A idade mínima permitida para competir é 18 anos podendo ter 2 atletas com 17 anos.

Para o coordenador da arbitragem da Federação Paranaense de Bolão, Vilson Kupczik, o bolão é uma modalidade praticada em família. “Você deve jogar bolão porque gosta, por lazer. Com os Jap’s os competidores se destacam, ganham espaço, além dos jogos movimentarem toda a economia local”.

O supervisor da modalidade de bolão, Derblay França Ferraz, destaca que para jogar precisa de técnica e concentração. “O bolão, assim como outros jogos, tem suas regras. É um esporte que requer muita calma e foco do jogador, ponto a ponto é disputado”, conclui Ferraz.

Já para o presidente da Federação Paranaense de Bolão, Flávio José Kroth, existem muitas coisas que precisam ser melhoradas, mas ressalta que hoje a Federação tem estrutura para atender os adeptos da modalidade, além de poder investir na categoria.

Kroth ainda destaca que a Federação Paranaense de Bolão está em contato com a Secretaria do Esporte do Estado para que seja aumentado o número de equipes participantes do bolão nos Jap’s, e para que as equipes que se classificarem em 1.º e 2.º lugares sejam liberadas das regionais, apenas competir a final dos jogos.

Foto: Vinicius Moraes

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Angolana participa dos Jogos Abertos e diz ter impressão positiva do povo brasileiro

Por Patrícia Schulz


Equipe mostra que além de jogar juntas, a amizade delas demonstra que todas juntas formam um espírito de família.

 O ginásio já contava com vários torcedores esperando o jogo entre Itaperuçu – cidade da região metropolitana de Curitiba, e Londrina - norte do Paraná. Foi nos momentos que antecederam este jogo que tive a oportunidade de conversar com mais uma atleta.  Os olhos da jogadora de vôlei Ana Maria de Almeida Troso, que é natural de Angola e está participando dos 54° Jogos Abertos do Paraná, em Toledo, começaram a brilhar um pouco mais, e não demorou muito para cair uma lágrima. E ela falou: “Estou dividida, amei vir para o Brasil, mas agora já estou me formando na faculdade e voltando para meu país, meu coração está doendo”.

Ana Maria veio para o Brasil estudar jornalismo há quatro anos e no início deste procurou a equipe de Itaperuçu, que tem sua sede de treinamentos na cidade de Curitiba. Segundo o técnico André Miranda, desde o início dos treinamentos, a atleta mostrou muita força de vontade. “É impressionante ver o anseio que ela tem de aprender”.

Colega de equipe e amiga


Ana passa a impressão de ser alegre, amiga, companheira e muito carismática. Segundo a colega de equipe Tatiana Moreira, as qualidades da amiga Angolana são muitas. “Ana é uma pessoa muito legal, animada, carinhosa com o grupo, sempre brincando e animando o pessoal”.

Meninas da equipe de Itaperuçu se preparam para entrar em quadra

Durante os jogos a companheira Tatiana diz que Ana é bastante esforçada e que joga bem. Tatiana comenta que a equipe de Itaperuçu já estava formada quando Ana chegou, e que ela treinou bastante e está jogando muito bem. “Ana teve facilidade em se integrar com nossa equipe, tanto na quadra como fora”.

Culturas diferentes


Angola é um país que tem características bem diferentes do Brasil, as pessoas lá são próximas uma das outras, não existe espaço para o individualismo. De acordo com André Miranda, essa cultura de espírito de família esteve sempre com Ana, “desde o primeiro contato com Ana, percebemos que ela busca fazer o melhor para o grupo, se adaptando ao ambiente e às pessoas de forma muito fácil”.
Sobre o Brasil, a angolana tece elogios. “Desde criança escuto: brasileiro é samba, futebol e prostituição”. Ela diz, porém, que após ter conhecido o Brasil, ela não vê mais isso. “É claro que tem prostituição, carnaval e samba, mas existem também pessoas de coração que se preocupam com família. A nossa própria equipe é uma família”.

Ao conversar com pessoas que não conhecem o Brasil, Ana diz que sempre defende o país quando alguém o critica colocando apenas esses estereótipos. E essa defesa não é de alguém que apenas ouviu falar algo a respeito do país e sim de alguém que conheceu o Brasil de perto.

Ideologia de vida


O técnico fala que a atleta no momento se preocupa muito com a equipe de vôlei e que o objetivo dela é voltar para Angola e ensinar tudo que aprendeu para seus conterrâneos. “Ela não é individualista, o aprendizado não fica com ela, ela passa tudo”. Ele acrescenta que isso vem da cultura angolana e finaliza dizendo que o povo angolano tem muita vontade de ensinar tudo que aprende. “Isso é da cultura dela, proliferar o bem, ela é filantrópica”.

André Miranda momentos antes de dirigir a equipe em mais um jogo no JAP´s

A jogadora Flavia Wiedmer revela que apesar de o técnico não ter citado nada a respeito dele, ele já é um grande exemplo para todo o grupo de Itaperuçu. “São 15 anos que ele está à frente da equipe sem receber nada. O trabalho que ele faz conosco é por puro amor ao vôlei”.
Rugby foi uma das atrações da fase final dos Jogos Abertos

                                    Divulgação

Por Jaqueline Galvão

Na fase final dos Jogos Abertos do Paraná, disputado em Toledo, foi realizado à demonstração do Rubgy Sevens, um esporte pouco conhecido aqui na região oeste, mas que já existem muitos adeptos. O jogo acontece em um campo com dimensões semelhantes às de um campo de futebol, a bola é de couro em formato oval, cada equipe é composta por 07 jogadores e a duração do jogo é de dois tempos de sete minutos cada.

A apresentação do rugby nos Jap’s vai difundir o esporte além de ajudar no processo de crescimento da modalidade no país. O que chamou muito a atenção foi os acessórios usados, além de muito creme, utilizado com o objetivo de deslizar as mãos dos adversários durante o contato físico.

Rugby Toledo
                                                                                                 Divulgação                                                                      


Para o supervisor da modalidade em Toledo, Everton Hraber, o rugby é um esporte que vem crescendo bastante, principalmente no Brasil. “Esta sendo bem divulgado pela mídia, então a tendência é de que os brasileiros conheçam bem mais e consequentemente aqui no Paraná ele cresça muito mais rápido, essa é a nossa expectativa com a demonstração dele nos Jap's. 

Hraber ainda destaca que é um jogo bem dinâmico e com o movimento Pro Rugby maximizado espera-se que nas Olimpíadas de 2016 a modalidade tenha ganhado espaço de destaque no cenário esportivo nacional. Assim como, aguarda que a Federação Paranaense do Esporte demonstre interesse em oficializar o rugby para as próximas edições dos Jogos Abertos do Paraná.

O atleta Rafael Henze acredita que com a demonstração o esporte se popularize no estado. “Com a inclusão do Rugby nos Jap`s as cidades paranaenses irão procurar mais e apoiar as equipes. Creio que Toledo provavelmente vá se tornar um pólo de referência no Paraná”.

O torcedor Moises do Santos vê com bons olhos o esporte. “Chama muito a atenção. As equipes estão bem treinadas e percebe-se que exige muito da parte física dos jogadores”, destaca.

O Presidente do Toledo Rugby Club, Pieter Van Wyk, diz que é um grande desafio a inserção da modalidade no país do futebol. “Em um país como o Brasil, onde o futebol é a paixão do povo os outros esportes ficam um tanto quanto em desvantagem, mas estamos lutando para conquistar espaço, como o rugby é um esporte de contato e também disputado no mesmo campo, sempre tem este tipo de concorrência entre eles”.

Piter ainda salienta que olha a comunidade do rugby como um gigante adormecido e explica “primeiramente por causa da população que o Brasil tem e também pelo porte físico das pessoas. O brasileiro realmente é uma mistura de raças que significa lição e jogadores fortes no campo”, enfatiza.

O Brasil é um país que tem potencial para as mais diferentes modalidades esportivas e não valoriza isso. Piter explica que aguarda ansiosamente o Brasil acordar e perceber que existem outros esportes que precisam também de reconhecimento. “Uma grande conquista pra nós é agora as Olimpíadas de 2016, que vai ser a primeira vez que o rugby vai ser apresentado nas olimpíadas e a demonstração no Jap’s para a modalidade é histórica e eu tenho a expectativa de que o Brasil será um país de vários esportes e que o râguebi possa ser um que lidere”, finaliza.

Nível Brasil

O esporte é praticado em mais de 120 países, popularizou-se nos países de colonização inglesa. Já no Brasil o rugby vem conquistando seu espaço. Ocupa hoje 27ª posição no ranking da International Rugby Board (IRB) na categoria Masculina Adulta e a Seleção Brasileira Feminina conquistou a 10ª posição no último Campeonato Mundial realizado em Dubai-EAU em 2009 e é reconhecida como uma das melhores equipes da América Latina. O principal evento entre seleções é a Copa do Mundo de Rugby, a Copa Sul-americana de Rugby, Os Jogos Pan-Americanos e no Brasil o Brasileirão de Rugby. Dentre as modalidades a mais tradicional é o Rugby 15, mas ainda tem o Rugby Sevens, Tag e o Beach Rugby.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

 
Bocha luta para se tornar modalidade olímpica 

                                                                                                                     Diego Pereira
 A bocha vem se destacando no cenário esportivo como uma das modalidades mais competitivas

 Um dos esportes mais praticados no Paraná e que remonta do século XV é uma das modalidades pioneiras dos Jogos Abertos. A bocha é um esporte organizado para todas as idades, contudo, é preferido por pessoas acima de 30anos. Exige concentração, paciência, bom domínio da bocha (bola) e precisão na jogada. Há 25 anos a modalidade disputa o Campeonato Sul-Americano Juvenil, além de outros eventos esportivos, e hoje vem lutando para que a categoria seja incluída como uma modalidade olímpica.

Para o árbitro da Federação Paranaense de Bocha, Osvaldo Utzig, o esporte vem evoluindo a cada ano. Exemplo disso é a cancha, que antes era de areia, depois sintética e hoje, preferência unânime entre os jogadores, é de carpete. “Estamos fazendo uma campanha para que a bocha seja um esporte olímpico, precisamos de mais de 1 milhão de assinaturas para que isso possa se tornar realidade. Esperamos conseguir isso logo para que esta modalidade possa estar nas Olimpíadas de 2016”, ressalta Utzig.

Para o supervisor da bocha da Secretaria do Esporte do Paraná, Elton Lourenço, Toledo é um município referência no esporte e na estrutura que oferece para receber eventos de grande porte. “Toledo recebe pela sexta vez a final dos Jogos Abertos e não é à toa, o município tem uma estrutura fantástica para receber eventos esportivos de tamanha grandeza. A bocha vem se destacando nos Jogos Abertos pelo alto nível de competividade entre as equipes participantes” afirma Lourenço.


Nível Alto

A bocha é um esporte comum nos munícipios da região Oeste e Sudoeste. Ano após ano a modalidade vem conquistando seu espaço no cenário esportivo, tanto que hoje as canchas da região são, em sua grande maioria, profissionais, com 24 a 26,5m de comprimento por 4m de largura. Para o vice-presidente da Federação Paranaense de Bocha, Doneli José Possenti, a bocha cresceu muito e exemplo disso é que os jogos da modalidade estão disputadíssimos neste ano. “Os jogos estão com nível muito alto e isto é mais um motivo de luta para que esta modalidade seja reconhecida e incluída nas Olimpíadas. Quando isto acontecer vai ser uma das maiores conquistas, resultado do nosso esforço e trabalho para que o esporte ganhe cada vez mais adeptos”, avalia.

O bochófilo Orlando Zschornoch, pratica bocha há 20 anos e vê o esporte como uma distração e uma forma de encontrar os amigos.

A cada jogada a torcida vibra junto, grita e dá força para que o time siga em frente e, desta forma, percebe-se o quanto o esporte é importante e dá uma injeção de ânimo no dia a dia das pessoas.


Jaqueline Galvão
jaquelinefsgalvao@hotmail.com
(45) 9928 7264